Reações adversas em crianças após o uso de antitérmicos

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Primeiramente para a eficácia do tratamento nos períodos de febris a hidratação é um fator bastante importante, a mesma é responsável pela recuperação dos líquidos perdidos neste período, não devendo ser instituído de maneira aleatória e de modo rotineiro. Quando se optar por o tratamento farmacológico deve-se escolher a droga a ser administrada com cautela, visto que todas as drogas existentes podem causar algum tipo de reação adversa, portanto deve-se avaliar a risco/benefício, baseando-se também na eficácia e segurança do medicamento.
A seguir,  dois dos medicamentos mais utilizados no tratamento de febre e alguns efeitos adversos:

Ácido acetilsalicílico é opção ao paracetamol, apresentando igual eficácia analgésica e antipirética. Está indicado em cefaleia, dor musculoesquelética transitória, dismenorreia e febre em adultos. No entanto, efeitos adversos limitam seu uso em algumas situações clínicas, como doença péptica, reações idiossincrásicas, síndrome de Reye (em crianças) e acidose metabólica. Reações idiossincrásicas são relacionadas à sensibilidade individual e comumente descritas em pessoas de meia-idade com urticária crônica, asma, rinite e pólipos nasais, mas são raras em crianças. Pacientes que as apresentam mostram hipersensibilidade cruzada com outros anti-inflamatórios não-esteroides (AINE). Além disso, interage com outros medicamentos, podendo acarretar efeitos adversos. Doses analgésicas e antipiréticas de ácido acetilsalicílico são menores do que anti-inflamatórias.Tratamentos de curta duração podem induzir o aparecimento de pirose, anorexia, náusea, dispepsia (mais frequentes), sangramento, gastrite e erosões gástricas (raras), decorrentes da inibição do efeito cito-protetor gástrico das prostaglandinas.

Dipirona sódica é largamente empregada no Brasil no tratamento de do pós-operatória, cólica renal, dor oncológica e enxaqueca, bem como de febre. Porém foi banida em 33 países, por causa da ocorrência de reações alérgicas graves (como edema de glote e anafilaxia) e idiossincrásicas (agranulocitose, em potência fatal). Não apresenta eficácia diferente em relação aos demais analgésicos não-opioides, a dipirona pode causar anemia hemolítica, anemia aplástica, anafilaxia e graves reações cutâneas, além de broncoespasmo, náusea, vômito, sonolência e cefaleia.



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