HIPERTENSÃO GESTACIONAL
As
síndromes hipertensivas que ocorrem durante a gestação (SHG) são classificadas
em hipertensão crônica (HC), pré-eclâmpsia/eclampsia (PE), pré-eclâmpsia
sobreposta à hipertensão crônica (PSHC) e hipertensão gestacional (HG), esta última
é relacionada a poucas intercorrências clínicas materno-fetais. A PE pode
ocorrer em 5% das gestações, e suas formas graves ocorrem em 1%, culminando em crises
convulsivas (eclampsia) em cerca de 0,05% dos casos.
Essas
síndromes ocorrem em 6% a 8% das gestações, contribuindo para a prematuridade e
morbimortalidade perinatal devido à hipóxia intrauterina.
O
diagnóstico de hipertensão arterial se caracteriza quando os níveis pressóricos
são superiores a 140/90mmHg.
As
repercussões mais frequentes para o concepto associadas a hipertensão seria a
restrição do crescimento intrauterino o baixo peso ao nascer e a prematuridade.
Durante
a gravidez a abordagem não farmacológica da hipertensão consiste em algumas
restrições, na nutrição podemos ressaltar que as medidas de perda de peso e
alguns exercícios não são recomendadas durante a gestação, contudo, se a mulher
que tenha sobrepeso ou obesidade deseje engravidar a redução desse peso
anterior a gestação é uma medida recomendada.
O
nutricionista deve atentar ao consumo de sal da gestante, preconizando-se
utilizar menor quantidade na adição aos alimentos de maneira que não comprometa
o sabor, preferindo temperos naturais, como ervas, alho (possuindo o principal
princípio ativo alicina, tendo ação metabólica, podendo atuar na coagulação, aumentando
o tempo de sangramento e promovendo discreta redução da pressão arterial) retirar o saleiro de mesa, a
não ingestão de produtos industrializados processados (como enlatados,
embutidos, conservas, molhos prontos, caldos prontos, temperos prontos, defumados,
bebidas isotônicas). De maneira geral, em casos de hipertensão, dietas ricas em
potássio devem ser incentivadas, não sendo necessária a suplementação deste
micronutriente, a diminuição no consumo de gordura saturada, colesterol e
gordura total, variar no consumo de frutas e de hortaliças (principalmente
folhas de cores escuras), oleaginosas, sementes e grãos são recomendados, além
de evitar bebidas ricas em açúcar.
O
princípio do tratamento da PE consiste na redução da pressão sanguínea materna
e aumento do fluxo sanguíneo placentário. A hidralazina e a metildopa são as
drogas usadas comumente como anti-hipertensivos durante a gestação, promovendo o
relaxamento do músculo liso das arteríolas periféricas e a redução da
resistência vascular.
Portanto
avaliação clínica da equipe multiprofissional permite o adequado
estabelecimento das condições clínicas e a correta valorização de agravos que
possam estar presentes desde o início do acompanhamento e tratamento da
patologia na gestante, diante do exposto a terapia poderá ser empregada conjuntamente
e, se necessário, a identificação de outros pontos de atenção que devam ser
acionados para oferecer o melhor cuidado possível à usuária, promovendo a
integralidade da atenção e buscando a resolubilidade desejada.

Muito importante ressaltar sobre os alimentos a serem evitados por pacientes que apresentam hipertensão gestacional. Embutidos, enlatados e temperos prontos possuem alto teor de sódio e a população, em geral, não possui hábito de analisar as tabelas nutricionais dos produtos comercializados. Importante ter enfatizado sobre a perda de peso previamente a gestação. É desafiadora a condução do profissional de nutrição quanto as intervenções alimentares em uma população carente de conhecimento e economicamente.
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