Farmacologia no TGI - Doenças ácido-pépticas e nutrição



As doenças gastrointestinais são aquelas que acometem órgãos do sistema digestivo (intestino, intestino grosso, intestino delgado, estômago, esófago, cólon, reto e ânus) e órgãos acessórios da digestão, como o pâncreas, o fígado e a vesícula biliar, tais doenças podem ser acompanhadas de fortes dores, resultantes da inflamação ou até mesmo deterioração de alguns dos órgãos do sistema digestivo.
As alterações nutricionais dependem da extensão e da gravidade com que se manifestam as moléstias, agravando o prognóstico tanto do paciente em tratamento clínico, quanto daqueles submetidos a cirurgias, deteriorando ainda a competência imune. A terapia nutricional tem se mostrado como recurso terapêutico auxiliar extremamente útil, atuando diretamente sobre o estado nutricional, mantendo-o e/ou recuperando-o, sendo benéfica a evolução e tratamento do paciente.
O suporte nutricional oral, enteral e parenteral tem se mostrado bastante eficaz na indução e na manutenção da remissão das doenças do trato gastro intestinal, o fornecimento de nutrientes adequados a necessidade calórica e nutricional do paciente mantém as funções fisiológicas específicas atuando na resposta imunoinflamatória e mantendo a integridade da mucosa intestinal, melhorando o estado clínico e, consequentemente, o estado nutricional destes pacientes.
Os fármacos utilizados para tratamentos dessas doenças são aqueles que reduzem a acidez (podem afetar a absorção de outras drogas por ligar-se ao fármaco ou por elevar o pH intragástrico) ou promove a defesa da mucosa intestina.
 Os efeitos dos medicamentos utilizados a algumas patologias são dependentes de biodisponibilidade, ou seja, a taxa e o grau com que é absorvido e se torna disponível no sítio de ação, bem como O grau, rapidez e duração da supressão ácida intragástrica podem afetar a eficácia com que o fármaco controla os sintomas.
Para os portadores de doença do refluxo as manifestações clínicas podem variar com azia, regurgitação (sintomas típicos), tosse, dor torácica, asma, rouquidão e pigarro (sintomas atípicos), que podem ser seguidos ou não de sintomas típicos. Pacientes com DRGE podem apresentar complicações como estenose péptica, hemorragia e esôfago de Barrett, que é o fator predisponente mais importante para adenocarcinoma. O diagnóstico deve ser baseado na anamnese e os sintomas devem ser avaliados em termos de duração, intensidade, frequência, fatores precipitantes e relevância, padrão de evolução e impacto na qualidade de vida do paciente. O diagnóstico exige confirmação com exames diferentes. O objetivo do tratamento clínico é aliviar os sintomas e o tratamento cirúrgico é indicado para os que necessitam de uso contínuo de drogas, com intolerância ao tratamento clínico prolongado e com complicações.
Vários fármacos podem ser utilizados no tratamento da DRGE. Atualmente as drogas de primeira escolha são os inibidores de bomba de prótons (IBP), que inibem a produção de ácido pelas células parietais do estômago, reduzindo a agressão do esôfago representada pelo ácido, causando também uma maior incidência na deficiência de ferro e vitaminas do complexo B, sendo então empregadas estratégias nutricionais que auxiliem na minimização dos efeitos colaterais das doenças, e adequação de necessidade calórica e nutricional do paciente.



Comentários

  1. Olá Ianne, poderia indicar uma terapia medicamentosa para uma paciente que está no 1º trimestre gestacional?
    Existe alguma abordagem em relação a dieta desta paciente para aliviar os sintomas de Doenças ácido-pépticas?

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