Fitoterapia
Há uma
grande quantidade de plantas medicinais, em todas as partes do mundo,
utilizadas há milhares de anos para o tratamento de doenças, através de
mecanismos na maioria das vezes desconhecidos. O estudo desses mecanismos e o
isolamento do princípio ativo (a substância ou conjunto delas que é responsável
pelos efeitos terapêuticos) da planta é uma das principais prioridades da
farmacologia.
No
entanto algumas das plantas medicinais são utilizadas de forma caseira,
principalmente através de chás, ultra diluições, ou de forma industrializada, com
extrato homogêneo da planta. Ao contrário da crença popular, o uso de plantas
medicinais não é isento de risco. Além do princípio ativo terapêutico, a mesma
planta pode conter outras substâncias tóxicas, a grande quantidade de
substâncias diferentes pode induzir a reação alérgica, pode haver contaminação
por agrotóxicos ou por metais pesados.
Por
tanto a aula nos mostrou as plantas mais comuns a serem utilizadas durante a
gestação e nos orientou sobre o princípio ativo, as formas de administração das
plantas e principalmente das plantas mais utilizadas durante a gravidez.
A
variação de concentração de um princípio ativo em chás pode ser muito grande,
sendo praticamente impossível atingir uma faixa terapêutica segura em algumas
plantas. Na forma industrializada, o risco de contaminações pode ser reduzido,
através do controle de qualidade da matéria prima, à medida que os princípios
ativos são descobertos, eles são isolados e refinados, de modo a eliminar
agentes tóxicos e contaminações, e as doses terapêuticas e tóxicas são
definidas com segurança o uso de fitoterápicos de laboratório também poderia introduzir
novos efeitos colaterais ou adversos, devido à ausência de sinergismo ou
antagonismo parcial entre os diversos princípios ativos existentes na planta,
podendo causar algum efeito deletério para o feto ou a mãe.
Estudos
já demonstraram que alguns fitoterápicos, quando utilizados durante a gestação
ou lactação, podem causar efeitos adversos como estímulo da contração uterina,
o parto prematuro e até o aborto. Outros possuem ainda ação hormonal, podendo
provocar alterações no desenvolvimento e malformações fetais.
Portanto
o conhecimento sobre alguns fitoterápicos é imprescindível, pois muitas
gestantes possuem dúvidas sobre o uso destes, Com isso, podemos verificar que
para a maioria das plantas medicinais não há dados a respeito da segurança de
uso durante a gravidez. Os dados existentes são escassos e muitas vezes
contraditórios. Dessa forma, a principal orientação para as mulheres grávidas é
não utilizar qualquer medicamento, seja ele de origem vegetal ou não, sem o conhecimento
prévio do seu médico e do nutricionista.

Muito importante a orientação sobre a exposição a drogas de origem vegetal.
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